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Eneagrama: uma ferramenta integrativa na clínica reichiana

5/2/2019

2 Comments

 
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Há cerca de quatro anos, começamos a estudar o Eneagrama mais a fundo e conversar a respeito com muitos amigos, psicólogos e profissionais e estudantes de outras áreas.  Para quem conhece, sabe que é um desafio não compartilhar as descobertas que ele traz. O Eneagrama é um sistema milenar de descrição de 9 traços básicos de personalidade, seus dons e respectivas estratégias propícias a um processo de transformação. Logo nos chamou atenção uma reação muito frequente das pessoas sobre o tema: de estranheza, negação ou desconfiança.

Para aqueles que pensam a partir da psicologia, da filosofia e da sociologia, tanto sobre a singularidade da pessoa, quanto sobre os problemas de "categorizá-las" em "tipos", tende a causar de imediato uma reação de rechaço, ou no mínimo, de desconforto. Sobretudo no âmbito da clínica, espaço de escuta aberta, acolhedora, que busca olhar as profundezas e singularidades de cada um.
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Entendemos que nada é mais natural do que o medo de utilização dessa tipificação de forma objetificada, utilitária e simplista, superficial. Afinal, vivemos no tempo das fakenews, das terapias que possuem formações de apenas um final de semana, etc. Sempre advertimos nesse sentido aqueles que se interessavam pelo assunto para passar longe do Google. Simplificações como "o tipo x é gordinho e o y é metido" podem fazer da ferramenta algo inócuo na melhor das hipóteses, e, possivelmente, algo danoso se usado para alimentar preconceitos e uma abordagem mecanicista, pouco humana.

O pensamento mecanicista é justamente um tema que Reich critica fortemente, nos ajudando a compreender como detectar e nos afastar das saídas fáceis, com lógicas superficiais que têm a ver com a rigidez também de nosso modo de ser. ​Para Reich, a falta de confiança em nossas sensações, na relação com nosso organismo e com nossas necessidades, retroalimenta o valor que damos à ideias e teorias que resolvem nossos problemas de forma simplista e imediatista, como ocorre no fenômeno do fascismo. 
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​Assim, entendemos que o Eneagrama pode ser utilizado tanto de forma simplista, diminuindo o contato com a realidade e substituindo a observação sensível por uma categorização a partir de elementos fáceis – ou pode ser utilizado como a ferramenta complexa que é, nos ajudando a reconhecer traços, observar, observar e observar, indagar e acolher os traços que se mostram claros, conectando-os à sua origem, que é sempre de uma forma de desconexão específica consigo mesmo e com a natureza.

Para entender esse aspecto, importante ao Eneagrama, façamos um paralelo entre o pensamento reichiano e uma ontologia no reino vegetal. Assim como cada espécie de planta possui uma forma específica e um modo de funcionamento ligado à sua história evolutiva, à história de sua espécie (por exemplo, a habilidade de reter mais ou menos água para sobreviver), entendemos que nossa história marca nosso corpo e nossa mente de formas bem concretas: modos de ser e de ver o mundo, expressando o que chamamos de caracterialidade.
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Da mesma maneira que a planta, tratam-se de modos de ser que nos defenderam de uma determinada "temperatura e pressão" que tivemos que conviver no passado. Esses mecanismos representam as formas básicas que desenvolvemos de agir e pensar diante das dificuldades que vivemos. São formas que hoje nos afastam, em maior ou menor grau, do contato com as pessoas e com nós mesmos.
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​Entendemos que o perigo da "categorização apressada" exista e que possa vir a prejudicar a clínica, se entendemos os "eneatipos" mais como categorias em si e menos como processos ontológicos. É nesse sentido que Reich traz o parâmetro da política para clínica, a fim de compreendermos as formas através das quais fomos moldados pelos padrões sociais, manifestados através da família e das instituições em geral. O Eneagrama, como sistema de traços milenar, aponta para modos básicos de defesa que são observados desde sociedades muito antigas; porém, certamente cada grupo social e cultural expressará esses traços de forma muito distinta.
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Podemos entender os "tipos" do Eneagrama como formas de organização energética do organismo e da mente diante daquilo que nos acontece nos primeiros anos de vida. São, por exemplo, mecanismos de "se encolher" e economizar energia para manter o amor dos pais ou mecanismos de "evadir" mentalmente quando invadido... Em relação à caracterialidade trazida por Reich, não se pode entender que haja uma superposição dos conceitos, mas uma relação vertical. Isto é: Traços oculares, orais, narcísicos, de controle, etc., se dão como marcas defensivas desenvolvidas diante de funções orgânicas e emocionais naturais, dada uma linha do tempo do desenvolvimento da pessoa, como a vivência da amamentação e a maturação genital na puberdade.
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Já os tipos do Eneagrama se formam como um modo mais global de se portar e ver o mundo desenvolvido em torno dos três anos de idade. Na EFEN, nossa perspectiva de estudo sobre o Eneagrama, desenvolvida há mais de 20 anos por nosso coordenador Rudi Reali, visa criar um encontro entre uma "perspectiva vertical", da linha do tempo, trazida pelo pensamento reichiano, e uma "perspectiva horizontal", dos diferentes traços de personalidade trazidos pelo Eneagrama.

Como um exemplo, podemos entender que entre dois pacientes com uma expressão caracterial que chamamos de "oral insatisfeito", um deles possa ser um Tipo 1 e outro possa ser um Tipo 4 ou um Tipo 7. Apesar do bloqueio no 2º nível reichiano, oro-labial, ser expressivo e a metodologia prever maneiras de tratá-lo, a maneira como essa oralidade irá se expressar em cada um dos Tipos será bastante diferente e o Eneagrama pode nos dar indicações muito úteis sobre como abordar as questões desses pacientes na clínica, dentro das dinâmicas defensivas particulares do Tipo. 
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Assim, o Eneagrama é uma ferramenta valiosa para criação de hipoteses sobre a relação forma-energia-história que Reich nos ensina a observar em cada paciente, nos possibilitando situar estes traços de forma excepcional. Hoje quando nos perguntam se não vemos o Eneagrama como uma ferramenta restritiva e problemática para a clínica, explicamos que o sistema de traços do Eneagrama não enrijece nossa observação, mas, pelo contrário, a abre, permitindo desenvolver hipóteses sobre aspectos e nuances, tanto de transferência, quanto de contratransferência, que demorariamos muito a ver em nós mesmos e em nossos pacientes.

A observação profunda aqui é fator obrigatório para que essa ferramenta ganhe sentido e eficácia real; o interessante é que esses aspectos e nuances só fazem sentido na medida em que os experimentamos, os sentimos, os vivenciamos. E, ao identificar, vivenciar e clareá-los, é possível tanto compreender melhor certos limites e tendências de nossa personalidade quanto desmistificar um pouco nossos modos de ver e de sentir as coisas.
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Isa Kaplan Vieira
Psicóloga, terapeuta reichiana e professora da EFEN

José Vicente Carnero
Psicólogo, terapeuta reichiano e professor da EFEN

​Se quiser saber mais sobre uma abordagem do Eneagrama a partir de um olhar clínico reichiano, oferecemos um curso complementar sobre essa ferramenta de análise. Clique aqui para saber mais.
2 Comments
Angela C B Borges
9/9/2024 03:56:58 pm

Excelente a explicação sobre o eneagrama

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Lacey F link
1/10/2024 10:03:35 am

Lovelly post

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